Não esperem!
Porque não vou soltar palavras fúteis durante o sexo
Prefiro falar com gestos, suspiros, suores e odores... e tudo fala por si só!
Minha garganta grito no pé do ouvido do seu falo
Não sei mais se é paixão, prazer, amor ou desespero
Se já tomou conta ou se é mero esmero
O toque torna-se cada vez mais agudo, mais descompassado
(porque se fosse compassado seria monótono)
E eu engulo seus sentidos sem dó
Sinto seus medos, seus escombros, sua angústia e suas próprias mentiras...
Não me fale, não me ouse falar!
As palavras não traduzem os espamos, os tremores, os cheiros...
Distorcem sua mais pura sinceridade!
sexta-feira, 4 de abril de 2008
quinta-feira, 6 de março de 2008

Do chão de ladrilhos português para o alto das telas em cavaletes. Analisando esta frase, acreditamos que a transformação é simples, como num movimento só. Mas para este peruano, José Tazza, residente em Curitiba há cerca de um ano, deixar o seu já rotineiro trabalho em spray para poder "texturar" nas telas em branco contou com um amadurecimento próprio. A transição é perceptivelmente forte quando comparamos estes dois momentos de sua vida trabalhando com arte. Ao analisarmos as telas que compõe a sua exposição, percebemos uma fuga ao estereotipo e ao bonito quando vemos a mais pura liberdade de que as formas, proporcionadas por um simples galão de massa corrida, tomam conta em seus quadros. Não é preciso tentar se prender a movimentos muito bem definidos, mas sim nos deixar encher os olhos de irregularidades, tão puras que nos parecem vindas diretamente do estômago e não das mãos do artista. Para tais movimentos irregulares, Tazza conta com uma infinidade de objetos que nos passam despercebido tratando-se de arte em tela: escova-de-dente, pente, gilete, escova de aço, dentre outros apetrechos. Após texturizados, seus trabalhos ainda contam com a colorização do spray, da qual o artista opta em sua maioria pela tonalidade em sépia, que lembra facilmente fotos envelhecidas, criando um certo gosto nostálgico a quem admira as telas. Porém, se Tazza neste seu novo trabalho gostaria de poder romper com antigas técnicas ou romper com anteriores vínculos estéticos e artísticos podemos considera-lo cair em sua própria armadilha. O artista ainda se prende ao spray dotando a ele colorações em degradê, quebrando com a irregularidade apaixonante e visceral da qual a textura apresentava, para um previsível efeito de luz e sombra. Acabamos por direcionar nossos olhares juntamente com as cores e toda aquelas formas muito bem "não elaboradas" perdem um pouco do seu sentido. Juntamente com esta idéia, encontro um motivo cabível para a nominação da qual Tazza deu aos seus quadros : "1", "2", "3", "4", "5" e "6". Uma verdadeira continuidade da qual suas telas vem retificar que não existe uma ruptura, uma mudança brusca em nosso caminho. Ele simplesmente é dotado de transformações, das quais para que estas aconteçam temos de saber que os momentos somente nos acrescentam, nunca nos tiram.
terça-feira, 4 de março de 2008
Á sua condenação
Aos pés de um mundo me ponho
Chorando meu próprio erro
Fadada a condenação dos que já me condenaram e
eles rindo do que um dia eu também já ri
Me olho no espelho
Rio de mim!
Chorando meu próprio erro
Fadada a condenação dos que já me condenaram e
eles rindo do que um dia eu também já ri
Me olho no espelho
Rio de mim!
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Gosto do azedo
As pessoas são sujas
e elas fedem
São feias por fora (é só olhar bem!)
e piores por dentro
Escondem seus nojos
Mas são asquerosas
Parecem o que não são
e são felizes assim
Bendito és tu
Branco por fora, preto por dentro!
Tanto faz este seu medo ou aflição
Me mostra sua ânsia de novo
Seu peito inflado
A cor do seu silicone...
Não quero seu cheiro
Quero seu suor
seu mais inescrupuloso gosto de merda
sua vida, lembrança de nada
suas repetidas vontades de algo que jamais vai se concretizar
A tua angustia me comove
Alimenta minha mais pura felicidade de desgraça alheia
Quero sorrir do seu desprazer, irmão, do seu calo
da sua fissura impossível
Quero gorar os teus sonhos
Me desfazer no gosto do azedo
E me perder na vida...
Meu gosto o seu desgosto
Assim seja
Amém!
e elas fedem
São feias por fora (é só olhar bem!)
e piores por dentro
Escondem seus nojos
Mas são asquerosas
Parecem o que não são
e são felizes assim
Bendito és tu
Branco por fora, preto por dentro!
Tanto faz este seu medo ou aflição
Me mostra sua ânsia de novo
Seu peito inflado
A cor do seu silicone...
Não quero seu cheiro
Quero seu suor
seu mais inescrupuloso gosto de merda
sua vida, lembrança de nada
suas repetidas vontades de algo que jamais vai se concretizar
A tua angustia me comove
Alimenta minha mais pura felicidade de desgraça alheia
Quero sorrir do seu desprazer, irmão, do seu calo
da sua fissura impossível
Quero gorar os teus sonhos
Me desfazer no gosto do azedo
E me perder na vida...
Meu gosto o seu desgosto
Assim seja
Amém!
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Provinciana
O crepúsculo ainda me desperta uma sensação tão pura,
numa tarde de final de Fevereiro calorento
O trânsito não tão abarrotado de Curitiba se confunde com o murmúrio que já se forma nos butecos de esquina
Aquele velho ar de cidadezinha provinciana
Dos antigos armazéns de secos e molhados
Dos antigos calçamentos de mac-adam
e do "footing" pela XV
O que sobrou deste tempo?!
Ainda corre em mim a tímida polaquinha de pés sujos!
Se ainda não me achei neste labirinto frio de almas verdes
Me perco na idéia de lhe abandonar
Abandonar os prédios solitarios e as ruinas,
o Solar do Barão em meio a suas histórias em segredo
O sabor de 1 e 90 logo pela manhã
ou o café debaixo do céu azul
Se as noites se acabam naquela esquina 24h
pra mim elas continuam, olhando as estrelas numa lagem revestida de carpet
Ao som do trem em direção ao porto de ouro!
A gélida sensação de que ainda vivo muito do meu passado aqui
Enche-me de medo em pensar em te deixar
Terra do pinhão assado em brasa
Das carroças vagarozas
Da fumaça do trem escarlate
Da polaquinha de tranças...
numa tarde de final de Fevereiro calorento
O trânsito não tão abarrotado de Curitiba se confunde com o murmúrio que já se forma nos butecos de esquina
Aquele velho ar de cidadezinha provinciana
Dos antigos armazéns de secos e molhados
Dos antigos calçamentos de mac-adam
e do "footing" pela XV
O que sobrou deste tempo?!
Ainda corre em mim a tímida polaquinha de pés sujos!
Se ainda não me achei neste labirinto frio de almas verdes
Me perco na idéia de lhe abandonar
Abandonar os prédios solitarios e as ruinas,
o Solar do Barão em meio a suas histórias em segredo
O sabor de 1 e 90 logo pela manhã
ou o café debaixo do céu azul
Se as noites se acabam naquela esquina 24h
pra mim elas continuam, olhando as estrelas numa lagem revestida de carpet
Ao som do trem em direção ao porto de ouro!
A gélida sensação de que ainda vivo muito do meu passado aqui
Enche-me de medo em pensar em te deixar
Terra do pinhão assado em brasa
Das carroças vagarozas
Da fumaça do trem escarlate
Da polaquinha de tranças...
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
poltrona 23
é outra curva, um novo suspiro!
e ainda nem deu tempo de eu tirar a antiga foto do pc...
por que parece que parece que pros outros é tão banal?!
o sentimento é puro
as impressões são falsas e sujas...
que se dane! não preciso delas
se tudo é tão revestido por um reboco barato
por dentro os corpos se encontram novamente
e o mesmo efeito da manhã anterior de alguns anos atrás me toca
nao me lembro de pessoas, do dia, da merda do trânsito
se a noticia do fantástico me chamou a atenção...
lembro do cheiro e da cor
a nostalgia nao me deixa esquecer!
nao me lembro de sons
me lembro de longinquos espaços de silêncio
silêncio
silêncio por fora...e por dentro explosão!
outra vez a razão foi dar uma volta
outra vez meu pulso toma folego
outra vez me deixo levar por este impulso...
andando por cima de decepções
e ainda nem deu tempo de eu tirar a antiga foto do pc...
por que parece que parece que pros outros é tão banal?!
o sentimento é puro
as impressões são falsas e sujas...
que se dane! não preciso delas
se tudo é tão revestido por um reboco barato
por dentro os corpos se encontram novamente
e o mesmo efeito da manhã anterior de alguns anos atrás me toca
nao me lembro de pessoas, do dia, da merda do trânsito
se a noticia do fantástico me chamou a atenção...
lembro do cheiro e da cor
a nostalgia nao me deixa esquecer!
nao me lembro de sons
me lembro de longinquos espaços de silêncio
silêncio
silêncio por fora...e por dentro explosão!
outra vez a razão foi dar uma volta
outra vez meu pulso toma folego
outra vez me deixo levar por este impulso...
andando por cima de decepções
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